As redes são a grande transformação da revolução social do século XXI. E não me refiro às redes sociais que hoje todos, ou a maioria, utilizamos na internet. Refiro-me sim a redes num sentido mais amplo da palavra. A internet ou a WWW (World Wide Web) é o primeiro exemplo do novo paradigma da sociedade, ou pelo menos a que mais célere se desenvolveu. É a NET, ou aplicando o objecto deste post, a "REDE", o centro deste novo paradigma. A selecção natural, um pouco à imagem das espécies de Darwin, será levada a cabo através da sobrevivência daqueles que melhor se adaptarem às novas circunstâncias. E a meu ver serão aqueles que se adaptarem a viver em "REDE".
Portugal vive hoje, à semelhança de outros povos, um momento crítico. Procuram-se soluções, mas são soluções inadequadas, são soluções já antes utilizadas e adequadas aos paradigmas de determinado tempo da história da humanidade. Os povos portugueses e de expressão portuguesa têm em seu poder uma característica que bem aproveitada poderá dar o mote para um processo bem sucedido de adaptação à revolução das REDES. A Língua Portuguesa. A reportagem que a TVI transmitiu esta noite, trouxe até aos portugueses uma luz, uma luz que transportava um misto de saudade e de esperança. A saudade de um povo que outrora arriscou e foi em busca do seu sucesso e da sua permanência numa sociedade em evolução, um sucesso que nos trouxe até aos dias de hoje. Mas também a esperança de podermos voltar a ser um povo destemido e líder do seu destino rumo a um novo sucesso. Na mesma reportagem ficou bem vincada a excelente posição estratégica de Portugal para o futuro das relações económicas globais. Portugal está no centro do mundo, está perto das grandes potências actuais da economia, física e linguisticamente, e é o passaporte por excelência para o mundo entrar em sociedades que estão hoje em franco desenvolvimento, que se têm vindo a tornar influentes e indispensáveis para o futuro da sociedade global. Existem empresas internacionais a procurar portugueses para que a sua entrada nesses novos mercados seja mais segura, para que o processo de adaptação cultural não se torne uma barreira. Isso poderá ser uma nova oportunidade de emprego, mas esse é um fenómeno que já não é solução efectiva para o novo paradigma.
Afinal o que nos traz este novo paradigma das REDES? Trás acima de tudo uma sensação de omnipresença, não que nos torne Deus, mas o facto de podermos estar em todo mundo sem necessariamente estarmos em todos os sítios fisicamente, permite-nos ser donos do tempo. As redes significam que não há concorrência para chegar ao topo, significa que ajudando e recebendo ajuda todos lucram equitativamente. Significa que não é necessário a deslocação para pontos opostos do globo para se tomar decisões importantes ou para se poder efectivar investimentos. As redes permitem a posse de negócios altamente rentáveis em vários pontos do globo sem custos significativos.
Hoje já há negócios bem implementados em vários pontos do globo. Negócios em rede, implementados através de uma ferramenta do novo paradigma, o Marketing de Redes.
E Portugal tem em seu poder um excelente produto para implementar o Marketing de Redes, a língua Portuguesa e a Lusofonia.
No entanto, há um longo caminho pela frente. Há um caminho de limpeza, reconfiguração e alguma formatação de processos cognitivos, de idealismos e procedimentos políticos e sociais. Um caminho de mudança que nos permita aceitar de braços abertos o paradigma no Século XXI. Só assim se poderá criar a REDE DE PORTUGUÊS.
JP
