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domingo, 4 de setembro de 2011

O amor, o ódio... e a base do copo!


Hoje alguém que por mero acaso conheci, mas que ficou gravada na minha personalidade e de quem fiquei a gostar muito escreveu "O ódio cultiva-se, o amor acontece..." estas palavras fizeram-me reflectir e pensar se realmente é isto que acontece.

Provavelmente até é. Contudo, a reflexão leva-me a dizer que o amor não acontece simplesmente, é construído, é mantido, é fruto de um trabalho árduo, fruto do sonho. De certa forma são estas acções que fazem com que o amor aconteça. O ódio, esse não precisa de trabalho, de cultivo, de sonho, nem de manutenção, aparece com o desleixo.

Por vezes quando reflicto sobre alguns assuntos sinto necessidade de efectuar paralelismos. Na reflexão de hoje lembrei-me de uma base para copos. Estas podem ser de várias formas, mas pensei numa que de um lado é alegre com uma imagem, um padrão, algo que a identifique como a parte onde se coloca o copo, a que fica virada para cima e uma outra parte vazia de qualquer detalhe, triste, apenas a parte que fica escondida. Se não tivermos a preocupação de utilizar a base sempre com a metade alegre virada para cima perdemos o interesse, sempre que levantamos o copo, de admirar os detalhes que a compõem. Com o amor também é assim, se não nos preocuparmos em tê-lo sempre virado para cima perdemos o interesse em admirá-lo, em dar-lhe importância, em perceber os seus detalhes.

O amor acontece, se nos preocuparmos com ele, se nos ocuparmos dele.
O ódio sem dúvida que se cultiva, com o mau trato que se faz ao amor. Com a constante utilização da base do copo na metade errada.

Cultive-se o amor para que ele aconteça!!

domingo, 31 de julho de 2011

A menina linda!


Uma simples quarta-feira de Julho, uma noite serena, uma sensação de falta de acção, de movimento. E num instante um convite feito, um desafio à inércia faz sair-se da letargia, daquele sofá vestir umas calças e uma t-shirt e sair para a noite. Um bar, imensas pessoas, mas uma e apenas uma foi registada por um olhar sincero e conotado de interesse.Timidez. Deve ser a timidez. Só ela ou uma sensação de não saber como agir ou o que dizer pode fazer ficar parado no seu canto ou passar sem parar e sem interagir. Uma oportunidade perdida possivelmente, mas uma vontade e curiosidade permaneceu.
Encontros e desencontros por vezes acontecem, por vezes acontecem sem a componente física presencial. Tecnologias que permitem estar aqui e ali trocando impressões com pessoas dali e daqui. A timidez deixa de existir, a sensação de nada fazer ou dizer desaparece e tudo é possível. Num ápice chega-se à conversa! Gosta-se do interlocutor. A vontade de voltar atrás reaparece, mas já é perdida a oportunidade. Será que haverá outra para encontrar de novo a menina linda?

sexta-feira, 25 de março de 2011

Uma história interessante. Uma lição.

Certo dia uma borboleta, que se sentia meio perdida, voou até um acampamento de caminheiros onde sabia encontrar-se um sábio mocho. Com a sua delicadeza e fragilidade conquistou a amizade do mocho. Ouviu as suas sábias palavras que um novo ânimo lhe deram para a sua vida. A partir daquele dia a bela borboleta pensou ter ali um amigo, pois sentiu o ter conquistado. Voltou então à sua vida, voando de jardins em jardins, de prados em prados. Aos poucos foi esquecendo que o sábio mocho poderia partir quando os caminheiros levantassem acampamento. O tempo foi passando e a borboleta necessitou de um conselho do seu velho amigo. Partiu em direcção ao acampamento, ao chegar deparou-se com o local vazio, o seu sábio amigo tinha partido também. Resolveu perguntar a alguns animais se sabiam do seu grande amigo. Uns diziam que apenas tinha partido, mas um belo lírio do campo confidenciou à borboleta que o sábio mocho, muitas vezes olhava o horizonte e questionava-se sobre o que seria feito da sua amiga borboleta. Como nunca vislumbrou no horizonte o que desejava, partiu triste porque sentiu que tinha sido esquecido. Foi assim para outras terras, procurando novas amizades.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Em que é que as pessoas votam?


 Hoje fiz estas duas perguntas a determinada pessoa: Em quem vais votar amanhã? Porquê?

Obtive a resposta que já esperava, e que é aquela que mais se houve da boca das pessoas:
Vou votar no candidato X.
Porque não gosto do candidato Y, porque o candidato Z não o quero mais lá, o candidato W não vai ter votos suficientes, o candidato V porque só tem força lá na terrinha dele e o candidato T não convence muito.

Hmm... isto é magnífico. Prova que as pessoas votam sem saberem no que estão a votar.

E de seguida inicia-se uma discussão de que o candidato X não conseguirá chegar à segunda volta, e que se chegar então é o Z que vai ganhar e fica tudo como está. Ou seja, o melhor é mudar o voto para o Y, de quem não se gosta, para o Z não ganhar. Claro que a ideia inicial prevaleceu, e pelo menos há algo de louvar em toda esta matéria. A não influenciabilidade do sujeito.

Mas esta discussão, parece-me igual ao problema que se coloca a um sujeito que tem um precipício em frente e com 6 opções para escolher como se atirar do mesmo. Mas influenciaram-o que é dever dele atirar-se para uma das opções, se não gostar de nenhuma delas escolha várias ou até mesmo que não escolhe nenhuma, mas tem que se atirar do precipício. E no processo de escolha analisa-se qual das opções é o mal menor, analisa-se que determinada opção é muito má por se ter visto ser a mais usual e causadora de sofrimento. Então há que escolher a que magoe menos.

A questão é que o sujeito é livre e pode escolher simplesmente não morrer. Tem o poder de ficar ali no cimo do precipício e poder voltar atrás para tentar mudar aquilo que o levou até ali.

O ser humano é racional, logo tem capacidade para pensar, não tem necessidade de se deixar "manietar" intelectualmente e seguir orientações impostas sem as questionar!