Hoje fiz estas duas perguntas a determinada pessoa: Em quem vais votar amanhã? Porquê?
Obtive a resposta que já esperava, e que é aquela que mais se houve da boca das pessoas:
Vou votar no candidato X.
Porque não gosto do candidato Y, porque o candidato Z não o quero mais lá, o candidato W não vai ter votos suficientes, o candidato V porque só tem força lá na terrinha dele e o candidato T não convence muito.
Hmm... isto é magnífico. Prova que as pessoas votam sem saberem no que estão a votar.
E de seguida inicia-se uma discussão de que o candidato X não conseguirá chegar à segunda volta, e que se chegar então é o Z que vai ganhar e fica tudo como está. Ou seja, o melhor é mudar o voto para o Y, de quem não se gosta, para o Z não ganhar. Claro que a ideia inicial prevaleceu, e pelo menos há algo de louvar em toda esta matéria. A não influenciabilidade do sujeito.
Mas esta discussão, parece-me igual ao problema que se coloca a um sujeito que tem um precipício em frente e com 6 opções para escolher como se atirar do mesmo. Mas influenciaram-o que é dever dele atirar-se para uma das opções, se não gostar de nenhuma delas escolha várias ou até mesmo que não escolhe nenhuma, mas tem que se atirar do precipício. E no processo de escolha analisa-se qual das opções é o mal menor, analisa-se que determinada opção é muito má por se ter visto ser a mais usual e causadora de sofrimento. Então há que escolher a que magoe menos.
A questão é que o sujeito é livre e pode escolher simplesmente não morrer. Tem o poder de ficar ali no cimo do precipício e poder voltar atrás para tentar mudar aquilo que o levou até ali.
O ser humano é racional, logo tem capacidade para pensar, não tem necessidade de se deixar "manietar" intelectualmente e seguir orientações impostas sem as questionar!
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