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segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Atitude! Qual é a atitude deste país? De há 33 anos a esta parte a Atitude deste país tem sido de passividade, a atitude de transferir as causas/efeitos ao Estado Constitucional. Posso dizer que tem sido um país sem Atitude. Qual o problema deste país? A Crise? Os seus governantes? Não. A resposta é, Atitude!

O país após um acto revolucionário intempestivo, não planeado, mergulhou num marasmo que atordoa. Numa corrida desenfreada, mas não ao ouro. Uma corrida desenfreada para a queixinha! Sim, para a queixinha que durante anos se viu impedido de fazer. Tornou-se um país queixinhas. Queixa-se que perdeu a sua autonomia, porque os países vizinhos eram mais fortes e com maiores capacidades. Queixa-se que perdeu as suas mais valias porque os seus governantes desbarataram e deram o ouro ao bandido. Queixa-se que ganha pouco para o tempo que trabalha. Queixa-se que paga muito para aquilo que consome. Queixa-se que os governantes são corruptos e que olham aos seus próprios interesses ao invés, de se preocuparem com o país. Qual é a Atitude? É serem queixinhas! Queixa-se porque o "monstro do poder" o classifica como um país piegas. Mas afinal estará tão errado dizer que alguem que só se queixa é piegas? Parece-me que não, mas parece-me que não apenas porque não há atitude.

O país pós-revolução adormeceu na pseudo-liberdade da manifestação, que lhe era castrada até então. E o que faz desde então, é manifestação. Mas é manifestação carente de Atitude!

Para muitos, senão para maioria, estas palavras podem ser encaradas como uma acusação descabida, um ponto de vista sem sentido, e não aceite. Talvez e apenas por ser diferente. Mas são palavras de alguém que assiste de fora, ou melhor, quase de fora. É como se estivéssemos numa piscina imergidos totalmente na água e o autor apenas com a cabeça de fora, tendo a capacidade de escolher outras coisas apenas ao seu alcance.

Ora bem, e o que poderá ter sido a causa desta pequena diferença para com os restantes? Atitude!
Alguém que teve a Atitude de escolher não continuar a viver de conluio com a queixinha e a manifestação. Alguém que teve a Atitude de ir à procura do desconhecido. É duro? É, mas também revigorante e libertador.

O que é que após anos e anos de história e de queixas do país acontece? Nada de novo, o país continua a alimentar o marasmo que o atordoa. E que marasmo é este? É a manifestação, a queixa, a não atitude. Um exemplo do que é para o autor a não atitude, é o dever cívico de manifestar o descontentamento, o dever cívico de fazer a queixa. E sabem porquê? Porque em 37 anos de manifestações e queixas constituicionais (actos eleitorais) nada mudou para o país. Continua a ser o país que faz manifestações pacíficas (a meu ver, a única coisa positiva), queixinhas sobre tudo e todos sem se induzir a mudança. Isto é falta de Atitude! Perguntem a qualquer empreendedor o que o fez sair de um estado de marasmo, ou estagnação, insucesso ou crise. Ele certamente responderá: Atitude!

Após as últimas novidades sobre as novas imposições ao país sabem quais serão as ideias mais presentes na mente do país? Quase de certeza, que são a ideia "estamos lixados", "vamos ter de nos aguentar até às próximas "queixinhas" constituicionais", " a culpa é dos governantes, eles que individaram, eles que paguem", "são uns fdp", "são uns gatunos", e outras ideias do género. Isto o que denota? A enorme incapacidade de dar a volta por cima, a falta de coragem para mudar. A falta de coragem de sair do conforto de culpabilizar o "outro". E isto é? Não Atitude!

O que faz falta a este país? Atitude! Mas, Atitude, atitude, atitude. Tanta atitude. E fazer o quê com tanta atitude?

Primeiro, e esta é apenas uma de muitas, e obviamente a minha, leitura. Ter a Atitude de ser corajoso. Isto é, ter a coragem de aceitar que hoje tudo é diferente de ontem e que temos de ser diferentes amanhã do que somos hoje e do que fomos ontem também. E neste particular entender que há muito se foi a era da enxada e do trabalho de sol a sol, mas que também a era dos mecanismos automatizados e do trabalho diurno pago em horas. E mais importante a era da informação e da tecnologia já é hoje, isto é, amanhã já não será assim... algo novo está emergente. O quê? Não sei, mas a Atitude positiva e pro activa fará com que nos adaptemos à realidade de amanhã!

Falando mais claro, a era do emprego instituído pela revolução industrial, já não existe. Hoje há apenas exemplares, em breve serão fósseis! Para perceberem melhor isto que vos transmito recomendo, aos que se interessarem e que vejam interesse e queiram mudar de Atitude, Alvin Tofler e a 3ª Vaga.

A Atitude é o impulso que faz o homem deixar de estar aqui para no instante seguinte estar ali, é o combustível mais orgânico possível para desencadear a acção. Portanto, com o estado actual das coisas o país precisa de agir, para tal tenhamos Atitude! Atitude de mudar o normal funcionamento das coisas. Atitude para sermos activos e pensarmos em nos tornarmos mais fortes para ajudar os outros a serem fortes também.

Finalizo apelando ao meu país, a vós, dêem um murro à manifestação estéril e às queixinhas. Isso é o primeiro passo da Atitude necessária para mudar o estado actual das coisas, deste marasmo que nos atordoa.

Força Portugueses, Força Portugal!

Em forma de brincadeira, mas com uma carga forte de seriedade!
Gritem em conjunto: "Quem nós somos? Portugal! E o que somos? ATITUDE! ATITUDE!